CANNIBAL CORPSE: Pat O’Brien diz que “Ride The Lightining” ainda soa esmagador para ele

CANNIBAL CORPSE: Pat O’Brien diz que “Ride The Lightining” ainda soa esmagador para ele

Paul Southwell da Loud magazine, Austrália, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Pat O’Brien da banda de Death Metal da Flórida CANNIBAL CORPSE. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Loud : Neste álbum [ “A Skeletal Domain” ] você escreveu cinco faixas, o que é uma boa quantia. Será que todas elas foram co-escritas com Alex [ Webster, baixo]?

Pat : Elas foram escritas somente por mim. Alex é geralmente o principal compositor e como eu contribuo depende do álbum. Para  Evisceration Plague, eu estava passando por algumas mudanças e só pude contribuir com duas músicas. Eu poderia ter contribuído mais para  Torture”, mas eu escrevi as cinco músicas para “A Skeletal Domain”Alex esteve ocupado com algumas coisas com outros projetos então ele estava meio ausente durante o tempo em que estávamos escrevendo. A oportunidade estava lá e eu tinha os riffs, então eu não parei de escrever.

Loud: Será que [o produtor] Mark Lewis, portanto, têm um grande impacto sobre o som do último álbum? Como é que vocês comparam o trabalho com o produtor  Erik Rutan [Hate Eternal]?

Pat : Ambos são ótimos no que fazem. Ambos fazem as coisas à sua própria maneira por isso são um pouco diferentes. Decidimos fazer o álbum com  Mark  e simplesmente mudar um pouco o estilo de como produzimos. Nós não queremos continuar fazendo o mesmo álbum e continuar a passar pela mesma rotina o tempo todo. Sabemos como Erik trabalha e ele é fabuloso, mas queríamos tentar os métodos de Mark desta vez. Estamos felizes com o resultado final. Agente queria fazer o álbum soar tão vicioso quanto possível, mas, ao mesmo tempo, queríamos fazer com que as pessoas ouvissem o que está acontecendo. Para um som de guitarra, mais distorção, melhor, porque eu amo esses sons, mas você tem que fazer para que as pessoas possam ouvir o que você está tocando.

Loud: O Metallica tinha certamente um som pesado [quando começaram no início dos anos 80]. Você acha que o CANNIBAL CORPSE venha a ser considerado menos extremo com esta mudança no estilo?

Pat : eu posso ouvir um velho álbum do BLACK SABBATH  e ainda vai soar pesado. “Ride The Lightning” [METALLICA] ainda soa esmagador para mim também. Eu acho que com o CANNIBAL CORPSE, só depende de como os tempos vão mudar e o que é legal agora pode não soar assim daqui a cinco ou dez anos, mas depois, por alguma razão, parece voltar como era antes, assim como a moda. Bandas estão vestindo jeans apertados agora, quando há dez anos estavam todos vestindo malditas calças jeans largas e você não conseguiria mesmo encontrar um par normal do jeans. Tudo o que é nu-metal, como LIMP BIZKIT e outras merdas agora está fora de moda, por isso é difícil de dizer. Eu acho que existem pessoas lá fora que já pensam que não soamos mais tão pesados como antes. Eu imagino que, todo mundo tem seu próprio gosto.

Loud: Dadas as suas guitarras, sua grande influência foi Chuck Schuldiner do Death?

Pat: Eu e Chuck tinhamos aproximadamente a mesma idade, então eu não diria que ele foi uma grande influência para mim. Ele foi mais uma grande influência para  George  [Fisher, vocalista]. Além de excursionar com ele, eu costumava conversar e sair com ele. Ele era um cara legal. Eu acho que ouvir algo incrível vai influenciá-lo de um jeito ou de outro. Mas não acho que havia qualquer coisa musical que eu realmente tenha sido influenciado por Chuck, mas ele definitivamente tinha o seu lugar.

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Fonte: Blabbermouth

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Lucas é baixista na banda Pesadelo, e amante do bom e velho Heavy Metal e todas as suas vertentes. Dedica algum tempo do seu dia para manter o leitor do Gangland atualizado sobre o mundo do Metal